02 setembro 2011

Dilatação: Será que vou ter?

Gente, esse post foi copiado do blog da Cris (Cris, a doula), ele é realmente muito interessante, e pra mim foi muito informativo, se quiserem mais informaçoes, acessem o blog dela, que é excelente! Ela é doula e é do Sul do Brasil. Coloquei o  post na integra, sem tirar ou por nada, entao enjoy it!


Bom, o post fala sobre dilataçao do colo do utero quando a mulher esta em trabalho de parto.
Beijos pras amigas que vao ser mamis tambem. Desejo força, amor e calma pra hora do parto de voces minhas queridas. 




Segue o post abaixo:




Achei no blog da minha amiga doula Priscilla Rezende um post muito legal falando sobre a dilatação, sobre '' não ter passagem'' e vou copiar aqui para que vocês entendam como o corpo funciona. Muito importante lembrar que toda mulher dilata, mas algumas dilatam muito rápido ( 2, 4 horas) e outras mais lentamente ( 12 horas, 24, 48 horas). 
Lembrando também que o colo do útero dilata mais na fase ativa do trabalho de parto, então quando a mulher interna muito cedo na maternidade, ainda com as primeiras contrações que vem em intervalos de 5 minutos ou mais, elas terão pouca dilatação. Na verdade, elas as vezes nem estão em trabalho de parto, ou estão ainda na fase latente, a mais demorada e menos eficaz.


"Quando a mulher entra em trabalho de parto, esse colo, antes grosso, começa a afinar. Vocês podem ouvir na cena do parto o profissional dizer que o colo está grosso, médio, afinando, etc. Quando o colo termina de afinar, trabalhando em conjunto com as temidas contrações uterinas, ele começa a dilatar, pouco a pouco, em um processo que pode demorar horas...ou dias.A dilatação do colo do útero começa com 1cm e segue se abrindo até completar os 10cm ideais para o bebê poder sair de dentro dele. A dilatação acontece na saída do útero e não na vagina, como muitos acreditam. A vagina é um músculo que contrai e relaxa, ok?


Os profissionais conseguem definir o quanto o útero está dilatado através do exame de toque
obstétrico. Segue abaixo uma imagem que representa o posicionamento dos dedos do profissional durante o exame, que abre os dedos em formato de tesoura.


Estime-se que, em trabalho de parto, a dilatação aumente 1cm por hora. Mas isso não é uma lei, cada parto é um parto e a natureza age se permitirmos. Durante os primeiros centímetros, as contrações têm um intervalo maior, o que permite à mulher suportá-las facilmente. É o momento em que, em uma gestação de baixo risco, a parturiente pode ficar em casa, procurar se distrair e não se focar em cronometrar as contrações. Lembre-se: um trabalho de parto pode durar horas e é cansativo, aproveite esse período para descansar, relaxar.

Infelizmente, no cenário obstétrico atual do Brasil, temos que ter um profissional engajado na busca pela promoção da humanização do parto e nascimento, um profissional que esteja preparado para encorajar a mulher a aguardar pacientemente a dilatação se concluir e, principalmente, a encoraje e a permita trabalhar esse parto, com a ajuda de uma doula e do acompanhante, em um ambiente que não seja aversivo, de modo que o trabalho de parto transcorra de forma respeitosa, sem que sejam necessárias intervenções para acelerar o processo e que, consequentemente, aumentem as chances de a mulher precisar ser submetida à uma cirurgia cesariana.


Portanto, se você está grávida e seu médico só de olhar pra você disse que você não tem passagem, ou se a sua mãe precisou ser submetida à uma cesariana por esse motivo, não precisa se preocupar porque sem dilatação não há trabalho de parto, procure um profissional que tenha experiência e vontade de acompanhar partos naturais e fique tranquila, pois o seu colo irá dilatar na hora certa.

Durante o trabalho de parto, seu bebê estará sendo monitorado e qualquer alteração na frequência cardíaca do feto será identificada pelo profissional responsável, caso você precise ser submetida à uma cesariana para salvar o seu bebê da privação de oxigênio antes que a sua dilatação esteja completa, saiba que a indicação da sua cesariana será bebê apresentando sofrimento fetal e não "falta de dilatação" ou "de passagem".

Precisamos acreditar que todas essas mulheres vítimas do sistema, principalmente as brasileiras, não vieram com defeito de fabricação!!!
Fonte: