26 agosto 2012

Oi 10 meses, relato de um bebê

Oi vida. Hoje preciso comemorar. Tenho mais tempo de vida fora de barriga que dentro. Tô grande morô? Fico de pé sozinho, tenho 4 dentinhos, falo mãmãmãmã, papapapa, bó(bola), u-á(lua, as vezes pode ser rua também, depende do contexto se liga?) e á-buá(água).

Tenho 10 meses e engatinho a casa inteira, abro gavetas, mas nunca tirei nada de dentro pois a véia(minha mãe) chega bem na hora pra acabar minha festa. Deixa ela vacilar que eu vou lá finalmente ver o que tem dentro daquelas gavetas e comer tudo. Bom, na verdade comer não sei se vai dar, mas vou provar tudo, tudo, tudo, eu juro. Só que antes disso acontecer acho que tenho que praticar muito esse negócio de abrir e fechar, porque meus dedos sempre insistem em ficar entre as gavetas quando eu pratico o abre e fecha sabe? Mas tudo bem tô chegando lá...

Enquato isso subo escadas, aliás sou profissional em subir escadas, amo, sério meu! A única coisa chata é minha mãe ou meu pai, ou meus avós atrás de mim. Esse povo chato não vê que cresci e sou independente. A pior parte é quando eu chego no topo e não consigo descer, mas isso é questão de tempo brô, jajá tô tirando de letra a escada! Daí acho que os meus véis vão largar do meu pé... Num é possivel!

Amo a porta da sala, ela me dá uma sensação de liberdade, quando passo dela sinto que posso fazer o que eu quiser, e a primeira coisa que faço é pegar as pedrinhas e come-las. Ai como elas são gostosas! Sério! Mas ainda melhores são os pedacinhos de folha que tem no jardim. Saio "correndo" na velocidade 5 na dança do créu para minha mãe não me alcançar. A véia fica pra traz... Hahaha na mesma velocidade coloco tudo o que consigo na boca! Quando ela se dá conta, já senti o gosto de tudo. Rah, sou esperto brô!

Eu já entendo o não, mas não gosto dessa palavra não. Mamãe e papai falam o dia inteiro: "Luigi, isso não.", "Luigi, na boca não", "Luigi, assim não". Nossa véi que coisa chata... As vezes penso se esse tal de não faz parte do meu nome, porque sempre que eles falam Luigi, falam o não. Afff...

Amo meu vô Joel. Cara o véi é gente boa, viu? Quando ele me vê, me coloca no braço e me leva pra rua. Mamãe nem sabe mas ele ne coloca no chão no meio da quadra do condominio, a mesma onde eu vejo os meninos jogando bola de vez em quando. É super legal. Adoro! Depois eu chego em casa com os pés, joelhos e mãos pretas e mamãe pergunta onde me sujei, eu, claro, sorrio e abraço ela pra ela não brigar.


Meu, pois é, a vida tá legal. Gostei desse negocio de viver. Agora me aguentem porque tô descobrindo que posso fazer o que os grandes fazem. Hahahaha... Até mais gatas saradas.