11 outubro 2012

Quando se ama, se ama.

Fazendo carinho no meu filho enquanto ele adormecia me fez lembrar da minha mãe, que quando eu era pequena também me fazia carinho e enrrolava as pontas do lençol em cima de mim, nas minhas pernas, na minha barriga e até na minha bochecha e testa. Ela tinha(e ainda tem) essa mania de enrolar pontas de papel e pano, até formar um rolinho bem fininho. Enquanto ela fazia isso, me olhava. Talvez eu nunca tenha perguntado no que ela estava pensando, pois quase sempre estava tagarelando feito papagaio, mas hoje me veio à memória essa imagem dela ao meu lado me acariciando e observando.

Será que ela pensava no futuro? No que iria acontecer, nas decisões que iria tomar? Ou se ia chover e molhar as roupas estendidas no varal? Sei lá. Só sei que indendente do que ela estivesse pensando eu senti amor, senti todo o amor que ela sempre me deu e que hoje eu apenas transmito para o meu filho.

Sabe, antes a minha mãe era o meu maior amor, mas depois que a gente tem filhos, a prioridade muda, não consigo explicar. É a nossa hora, nossa vez de sentir, de entregar, de preparar e de amar alguém mais que nossa própria mãe. Mas não creio que minha mãe se magoe por essa prioridade ter mudado. Ela sempre vai ser minha rainha, meu amor, e desse amor, ahhh ela entende muito bem, pois ela quem me ensinou. Ela quem me amou mais que tudo. Te amo mãe, obrigada por ter me ensinado a amar.