27 novembro 2013

Faz tempo

Faz tempo e nem sei porque deixei tanto tempo passar.
Escrever sempre foi meu refúgio. Minha liberdade. Meu segredo. Meu sossego.
Hoje é 27 de novembro de 2013. Como estou? Onde estou? Quem eu sou?
Praticamente não escrevi este ano. Aliás, escrever, escrevi. Mas as Redes Sociais me roubaram as palavras, o tempo e inspiração. Ultimamente tenho usado bastante, até demais, o Facebook e o Instagram. Por lá deixo detalhes do meu dia-a-dia, deixo sentimentos, fotos do que está acontecendo, e todos os registros que deveriam estar aqui no Blog.

O Blog é meu, é pra mim, é pros meus filhos. As Redes Sociais passam, são modinha, registramos e esquecemos em alguns dias. O mundo está cada vez mais confuso e superficial. Passageiro e banal. A nossa memória está cada vez mais vaga. Como o mundo agora é muito momentâneo e rápido, as nossas memórias são curtas, vivemos algo, vivenciamos intensamente e esquecemos em pouco tempo. Isso é ruim, pelo menos pra mim.

Hoje quero contar um pouco do que estou vivendo, de como está esse momento. Afinal, é tão legal ler os posts antigos e perceber a maneira na qual eu pensava. Eu leio e revivo os sentimentos. Revivo as situações. Relembro da maneira mais intensa que consigo. Leio palavras e me vejo no dia que estava escrevendo. Penso, analiso e percebo o que mudou, o que continua, o que eu posso resgatar ou descartar de vez. E é assim, a vida é tão assim. E tem coisa mais linda na nossa vida que a nossa própria história?

É meio dia em São Paulo-SP, estou em horário de almoço, trabalhando em uma Multinacional, fazendo a mesma coisa todos os dias, sem ver o dia. Vendendo meu tempo em troca do salário para sobreviver. Estou rodeada de pessoas legais, e algumas delas são realmente pessoas boas de alma e coração, dá pra sentir. Passo o dia aqui e quando saio no final do dia vou trabalhar no plano B. Nesse eu faço meus horários e renda. Geralmente encontro meus parceiros de negócio e vamos felizes da vida conversar, isso é o que eu mais faço no plano B. Falo. Ensino. Aprendo. Vivencio. Lido com pessoas. Escuto. Desenvolvo-me e ajudo pessoas a se desenvolverem. Eu adoro. Adoro chegar e conhecer todo mundo. Adoro trocar informações, experiências, conhecimento. Adoro conviver com pessoas abertas a conversar sobre qualquer assunto. Realmente sou feliz ali, aqui, ou em qualquer lugar que eu possa fazer isso.

Como eu me sinto hoje – Hoje, faltando algumas semanas pra completar 25 anos sinto que ainda tenho tanta coisa pra aprender e pra viver. Sinto que ainda vou mudar tanto e ajudar tantas pessoas. Sinto que tenho tanta coisa por fazer.

O último ano foi de incrível autoconhecimento para mim. Foi de muitas autocríticas, foi de incessante busca de evolução. Foi de desafios, lutas, descobertas.
Aprendi o dom da gratidão, e olha só, sempre soube o que era gratidão, que tinha que agradecer a Deus por tudo no final do dia, que tinha que honrar minhas conquistas e agradecer, agradecer, agradecer por tudo, até pelas provações e dificuldades. Aprendi isso na época de igreja, aos 13 anos. TEORIA, amore.
Gratidão é algo que deve ser aprendida todos os dias na prática. Li algumas coisas, mudei alguns hábitos, ampliei os horizontes, mas ainda acho pouco. Foi só o começo. Não dei 100% de mim. Eu sei. Poderia ter feito mais. Quando você muda você, você ajuda muitas pessoas. Não apenas com a convivência, não apenas com conhecimento e informações relevantes. Você nem sempre ajuda diretamente alguém, às vezes acontece sem você nem perceber. Quando você muda, você inspira pessoas a tentarem algo novo. Você as faz acreditar que elas também conseguem.
Somos escravos de hábitos. E porque eles tem que ser ruins? Poxa. Saber que o querer é poder dói. Dói justamente porque sofremos por antecipação. Porque a mudança de hábitos é tão difícil? Ser ruim é mais fácil e isso não é de Deus. Não pode ser. As coisas de qualquer jeito trazem consequências quaisquer. E qualquer coisa é o que a maioria das pessoas vivem. – “Ahhh, o que vier é lucro!”
Que nada! Porra nenhuma! O que vier tem que ser o que você quis que viesse e ponto final.

Esse ano aprendi o poder do querer. O poder de correr atrás do sonho. O poder da autossugestão, o poder do livre arbítrio. Sempre odiei a palavra destino. Sempre duvidei, sempre pensei: Não se pode vir a terra predestinado a viver de uma maneira X. Sempre acreditei que somos frutos das nossas escolhas. Somos o que decidimos ser. Mas pra decidir, há que pensar. Eu penso escrevendo. E eu nem ligo se ninguém entender, porque eu me entendo.

Esse ano reaprendi a falar. Passei um bom tempo calada. Não que eu não falasse, o dom da comunicação sempre me pertenceu, graças a Deus. Passei um tempo sem querer falar, com preguiça. Foi uma fase meio fútil, confesso. A maternidade me trouxe uma fase diferente. Eu continuo sendo egoísta. Aliás, me descobri egoísta. Nunca imaginei que era assim. Essa descoberta foi outro dia. Sempre fui decidida, às vezes substituo ser decidida por ser teimosa. Quando coloco uma coisa na cabeça, dificilmente mudo de ideia, podem argumentar o quanto quiserem, eu ouço, não escuto. Marido que o sabe!

Creio que o primeiro passo pra mudança é a consciência de que algo precisa ser mudado. Melhorei, eu sei. Mas ainda falta um tantão bem grandão.

Esse ano descobri que não se pode julgar. E isso foi na teoria, pois na prática é bem desafiador. Julgamos a todo instante, e eu preciso melhorar nesse quesito, afinal, quer ser eu para me sentir no poder de julgar um melhor ou pior que outros?
Aprendi muitas coisas que quero levar pra sempre dentro de mim, como por exemplo: - Quem não divide não multiplica. Você nunca será completamente feliz sem pessoas. Quando se ensina, se aprende. E o aprendizado vem de cada pessoa que você um dia vier a cruzar na sua vida. Todo mundo tem algo pra ensinar a você. Quando você serve, quando você ensina, quando você compartilha algo bom com alguém, você pode ajudar essa pessoa a mudar completamente a vida dela. Você pode inspirar alguém a se tornar melhor.

Esse ano conheci pessoas inspiradoras e histórias incríveis. Li mais de 10 livros e muitos textos sobre assuntos nos quais não tinha costume de ler. Aliás, o hábito de ler livros no qual perdi  na adolescência, estou conquistando de volta. Hoje em dia a prioridade é leitura vazia de poucas palavras sobre o que as pessoas estão vivendo por aí. É a verdade, não minto. Ler livros é 5ª opção na lista de prioridades de lazer, o que é um absurdo, eu sei! Facebook e Instagram tem mais poder sobre a minha vida que eu desejo no momento. Ter voltado ao mundo dos livros depois de tanto tempo e ter nos feito (eu e Alan) comprar livros, me deixou otimista com a evolução dos hábitos. Chegaremos lá, tenho fé.

Por um mundo com mais livros e menos Facebook e Instagram. Amém!


Como está o Luigi – Tenho um filho de 2 anos e 1 mês que fala muito. Repete, surge com palavras novas e começa a se arriscar no mundo das frases. Tem um vocabulário incrível que me faz pensar onde ele aprendeu tantas palavras? É um menino feliz, sorridente, que contagia a todo com sua presença. Manda beijo, abraça, conversa e brinca com todo mundo, unless que ele esteja com sono ou tenha acabado de acordar. É muito querido e amoroso. Tem uma energia constantemente ativa, ou seja é vivaz e não para quieto um segundo. Sabe pular, completa as canções, fala “te amo” pra gente quando menos esperamos. Adora rua e passeios. Ama seu avô, o seu companheiro de aventuras. Ama carros e sabe o nome de todo mundo. Está uma fase super gostosa. Segue sendo amamentado, dorme no seu quarto ou no meu. Come de tudo menos porcarias muuuuito porcarias (refrigerante, bala, algodão doce, e produtos que tem mais açúcar, conservantes e produtos químicos que alguém na face da terra mereça!). Ele é um menino abençoado e querido, sem dúvidas. Sou extremamente feliz e grata pela vida dele. Ele é o filho que eu sempre quis ter, o menino dos meus sonhos. Mamãe te ama MUITO meu amor.


Faz 1 hora que eu estou escrevendo, peguei meu horário de almoço. Depois registro sobre casamento, como o Alan está, perspectivas, novos sonhos, etc...

Bom ter registrado.
Que saudade.
Fazia tempo.


Milena Lanne Formagio


16 setembro 2013

Sobre Maternidade, Sentimentos e Ajudar pessoas

Foram tantos sentimentos até aqui. 1 ano e 10 meses de maternidade. Amor, paixão, superação, felicidade, alegria, incontáveis sorrisos, lágrimas, cansaço, noites sem dormir, preocupação, culpa, dor, medo, paz. Mixto de sentimentos, mixto de sensações, mixto de vontade, coragem, preguiça, sonhos.

O que num dia é bom, no outro é ruim. E assim passam os dias. O seu maior amor é também o que te limita e te torna diferente e impotente de fazer tudo o que você amava antes de ser mãe. Considerando a impotência, uma escolha, é isso que você vive quando se torna mãe.

Ao mesmo tempo que te prende, te libera para um mundo totalmente novo. Um mundo de aprendizado, um mundo de novas experiências, um mundo de amor sem fim. O que te faz feliz? O relativo é pessoal. Mas a maioria busca a mesma coisa. Estar bem consigo mesmo, ter quem amar, ser amado, ser reconhecido, ser respeitado, ter saúde, ter uma família, ter opções.

E como mães, queremos tudo isso. Vivemos tudo isso. Você pode ler e estudar o quanto for, mas só vai saber o que é a maternidade quando vivenciá-la. É como nadar, ninguém aprende a nadar lendo um livro. Você tem que se jogar na água e tentar. Ser mãe ou ser pai é viver de fato dia após dia o nascimento, crescimento e aprendizado de um ser que você tem responsabilidade de formar e crescer.

Meu bebê está se tornando um criancinha. É tão lindo viver isso. A gente se apaixona todos o dias por cada coisinha nova que ele faz ou aprende. Seu sorriso, seu jeitinho de falar as palavrinhas erradas, seu jeitinho de tentar e não ter vergonha de errar. Criança é uma coisa  tão linda! 

Eles são tudo o que eles quiserem ser e só quem pode mudar isso somos nós, os seus pais. Eles não sabem o que é possível e o que não é. Eles não sabem até onde podem chegar ou não. Na verdade, nem nós sabemos. Minha mãe foi uma pessoa super limitada, sempre foi sonhadora, sempre foi corajosa, sempre foi curiosa. Meus avós, sem discernimento ou condições nunca a encorajaram ou ajudaram-a a atingir todo o potencial que tem.

Minha mãe, vivenciando isso, fez diferente comigo. Sempre foi meu ponto forte, meu alicerce, minha força. Sempre me apoiou, sempre me incentivou, sempre participou de tudo o que eu quis fazer. E mesmo eu sendo a pior em habilidades em uma aula de dança, ela sempre me disse: "Você consegue! Acredito em você." Olho pra trás e digo: Minha infância não foi perfeita. Minha vida não foi perfeita. Cresci em uma família desestruturada, com pais separados, padrasto, madrasta e meio-irmãos por todos os lados (que eu amo MUITO e são tudo pra mim). Sabe o que me fez diferente? Hoje eu sei... Recebi amor. Conheci o amor desde pequenininha. Sempre fui incentivada. Sempre acreditaram em mim, muito antes de eu saber se eu era capaz de fazer algo. Fui abençoada por todos os lados.

A infância é a porta, é o começo, é o inicio, é a base da vida. Como ter adultos saudáveis, felizes, plenos se não se tem uma infância digna? Crianças podem ser tudo o que quiserem, só precisam que acreditem nelas e mostrem que são capazes. Muitas delas não tem opção, não tem escolha e não tem culpa de não tê-la. Elas simplesmente chegam neste mundo de qualquer jeito. 

Devo muito do que sou a minha mãe e família, mas sinceramente? O meu caminho sou eu quem faço. É de minha responsabilidade seguir a direção que eu quiser. Concordo que não é o que acontece na minha vida que vai determinar o meu resultado. É minha atitude. É o que eu decidir fazer. Porém, eu só decido fazer porque eu acredito em mim. Eu só decido fazer porque eu conheço o amor. Eu só decido seguir um caminho de sucesso porque alguém me ensinou e me disse: "Eu acredito em você." quando eu ainda nem sabia o que era isso.

Neste dia, um dia qualquer para você - ou não. Eu sugiro você a ajudar alguém. Ajudar uma criança que poderia ser sua. Ajudar uma criança que poderia ser você. Ajude-a a acreditar nela mesma e atingir todo o seu potencial. Ajude-a a ser forte e decidir ter um futuro digno, um futuro lindo. Apadrinhe uma criança do projeto MORE. Crianças são o nosso futuro. Crianças conscientes e amadas são o nosso tão sonhado mundo melhor de amanhã.

Há 8 meses apadrinhei uma criança do projeto MORE, todos os meses dou R$50,00 para ajudar essas pessoas do projeto abençoadas a trazerem mais qualidade de vida, mais oportunidades e uma vida digna com opções para essas crianças de Niterói. Isso não é nada, perto de tudo o que eu sonho em fazer para ajudar pessoas. Mas é o começo e não me dói, não me faz falta.

Faça com que HOJE seja um dia especial para alguém, e principalmente para você. Porque o quanto nós aprendemos com o ato de ajudar e se doar é impagável, 

Entre no site do projeto MORE, conheça, apadrinhe uma criança e troque cartinhas com ela. Acompanhe seu desenvolvimento, sejam chamado de padrinho, receba um "muito obrigado padrinho/madrinha" e sinta-se feliz, sinta-se abençoado por ter tido mais opções que essas crianças. Eu recomendo fortemente ajudar pessoas.








Sobre escolhas com sentido - ou sem.


Faz tempo que não venho por aqui. Não é por falta de tempo, pois tempo é questão de prioridade. É realmente por falta de prioridade. Com esse negócio de praticidade, acabo usando mais o facebook e o instagram pra atualizar todo mundo do dia-a-dia.

Porém senti falta de escrever. Escrevo há tanto tempo. Escrever sempre foi meu refúgio, minha paixão, meu passa tempo, e com a mudança de prioridades me afastei daqui.

Sempre escrevi para mim. Sempre escrevi para liberar sentimentos e emoções que não queria compartilhar e/ou não saberia transmitir com a fala. O tempo passa, a gente muda, o nosso mundo muda. A vida é tao engraçada, tão linda, tão doida.

Conheci tantas pessoas diferentes neste ano, aprendi tanta coisa diferente neste ano. Li tantos livros legais. Estou em um dos momentos mais legais da minha vida. Momento de auto-conhecimento. Superação de limitações e crenças pré estabelecidas que eu tinha. Momento de descobertas e realizações de sonhos.

Confesso, ainda está invisível a realização de tudo o que eu sonho, mas sinto que cada dia eu chego mais pertinho de ser o que eu sempre quis. Sinto que a cada dia descubro mais felicidade em estar comigo mesma, em servir, em amar e querer o bem de todo mundo.

É tão bom aprender, conhecer, viver cada momento, cada oportunidade, cada experiência. É tão bom estar em paz, se sentir bem. Ai mundão, eu vou te conhecer ainda mais. Vou viajar pra cada lugarzinho lindo que eu quiser. Sonho com isso. Sonho com uma família grande, com nós viajando pelo mundo e fazendo muitas pessoas felizes. Mostrando pra muitas pessoas que elas podem ser melhores.

Sempre fui meio sonhadora, mas além de sonhar eu gosto de agir, gosto de tentar, gosto de arriscar, gosto de desafiar e principalmente, gosto de ser diferente, gosto de ser persistente, gosto de ter opinião e informação. Gosto de ser eu.

O mundo muda o tempo todo, e hoje aos 24 anos eu sei que posso mudar, e sabe, isso é lindo! A gente pode mudar todos os dias, a gente pode aprender todos os dias. Hoje só vai ser igual a ontem e igual aos 10 dias anteriores se a gente quiser. Esse poder de decisão sobre a minha vida que eu amo. E nada me prende. NADA me prende. Sou livre. Meu filho e marido são escolhas. Onde eu vivo é uma escolha. Onde eu vou viver é uma escolha. Eu escolho ser livre. Escolho morar onde eu quiser. Escolho ter liberdade financeira e viajar o mundo...

Escolho ter uma familia grande. Escolho ter saúde. Escolho viver uma vida plena e abundante de felicidade.

Ai, o poder de escolha. É uma escola esse negócio de viver.

E como eu amo essa escola!


06 agosto 2013

Abraços Grátis

Semana passada me reuni com duas amigas que conheci em um curso de respiração e meditação, e fizemos algo totalmente novo e nobre(pelo menos para nós): Fomos à rua mais famosa de SP com cartazes feitos com muito amor onde oferecíamos abraços grátis para quem estava passando por ali. Foi algo a principio, estranho. Deu medo. O que as pessoas vão pensar da gente? Será que vão nos abraçar ou vão nos ignorar? A Avenida Paulista é um lugar de imensa diversidade. Você encontra todos os estilos de pessoas por lá, é um lugar bem comercial com grandes escritórios e MUITA gente passa por lá todos os dias! Pessoas estressadas, cansadas, pessoas completamente englobadas pela poluição e ritmo da maior metrópole da América do Sul. Resolvemos de alguma forma alegrar a vida de alguém oferecendo algo sincero e caloroso: abraços!!!! Foi uma experiência sensacional. Luigi (1a9m) participou de tudo, abraçou muitas pessoas, riu, brincou, comeu e mandou muitos beijos. Ficamos a tarde inteira por lá e voltamos pra casa cansados mas com a sensação de dever cumprido. Muitas pessoas que passaram acharam estranha tal atitude, muitas liam o nosso cartaz onde estava escrito "abraços grátis - free hugs" e lançavam olhares de rejeição. Muitas passavam rindo, um pouco desconfiadas, não abraçavam, apenas riam. Muitas ignoravam. Nem todo mundo foi abraçado. Nem todo mundo seguiu o instinto de devolver num impasse com um entrelace de braços que estavam despretenciosamente abertos acompanhados de um sorriso. Muitos apenas sorriram e retribuíram o abraço sem dizer uma palavra sequer. Muitos abraçaram e disseram"obrigada" ou "parabéns pela iniciativa". Muitos deram abraços apertados, que valeram mais que mil palavras. Muitos abraçaram com receio. Muitos ficaram conversando após serem abraçados. Muitos sentiram intensamente cada sentimento bom doado. Muitos foram abraçados. Conclusão:  Se compararmos em proporção ao número de pessoas que passaram por nós naquela tarde, é claro que abraçamos a minoria. Mas o pouco se fez muito. Se UMA, apenas UMA pessoa tivesse aceito um abraço e voltasse pra casa mais feliz, teria feito sentido. As vezes é tão simples fazer o bem, a gente que gosta de complicar tudo. As vezes tudo o que uma pessoa mais quer é um abraço, é carinho, é amor, e estamos tão ocupados preocupando-nos com nós mesmos e com os nossos problemas que esquecemos que existe um mundo lindo e cheio de amor mesmo em um lugar caótico como SP. Quanto maior for a sua doação para propagar o bem, maior vai ser seu mundo de paz e luz. Experimente fazer algo sem esperar nada em troca um dia. Não ia divulgar nada sobre isso, mas hoje, quase uma semana depois refleti e pensei: e se eu inspirar apenas uma pessoa a ser melhor? Já valeu a pena. Um lindo dia cheio de abraços sinceros à todos nós.


08 julho 2013

Luigi com 1 ano e 8 meses

Luigi fala mais que gravador, repete todas as palavras!!! Quero registrar pra não esquecer esse momento fofinho de descobertas!

Então vamos lá:

No seu vocabulário temos:

pó-co=copo (acho muiiiiito fofo)
mo-to= moto
carro= carro
ai-ão= avião
a-xô= achou
pê-tchô= peito
tái = sai
xen-ça= licença
bi-cá-du= obrigado
uau-uau= cachorro
tá-to= gato
ru-á= rua
dê-thcá= deixa
ti-tá = senta (geralmente puxa a gente pela mão e manda a gente sentar em algum lugar onde queira)
pi-ti-á= passear
a-pê-tá= apertar (geralmente fala quando quer acender a luz, apertar a campainha ou o botão do elevador)
papai
mamãe
bobó= vovó
bobô= vovô
titia
pi-ti-nha = galinha pintadinha
bin-cá= brincar
bô-cá= boca
a-bê-lo= cabelo
a-bê-xá= cabeça
neném
a-pá-to= sapato
pe-pél = chapéu ou papel
tchi-thci= xixi
mêi-á= meia
mi-nhão= caminhão

26 março 2013

Momento atual


Profissão: agente transformador de vidas.

Tem noção do que é ver vidas sendo transformadas? Sonhos sendo restaurados? Pessoas acreditando que elas conseguem sim? Crescimento profissional. Qualidade de vida. Qualidade de dinheiro. Desenvolvimento pessoal. Auto confiança. Alta auto-estima. Expansão de Networking. Conhecer pessoas maravilhosas e diferentes todos os dias. Tempo pra curtir o crescimento do filho. Tem noção disso?
Alguns tem né... Outros preferem fazer a mesma coisa todo dia. Outros preferem viver com medo. Eu estou disposta a quebrar paradigmas, estou disposta a mostrar que existem opções! Simboraaaaaaaaaaaa que o dia mal começou!!!!!!!!!!!!!!!! Amando cada dia mais a vida e redescobrindo o porque da minha existência. Eu AMO ajudar pessoas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

31 janeiro 2013

Escute mais


Independe da religião, da crença e dos credos, respeito é bom e cabe em qualquer lugar.

O bom é ter a cabeça aberta o suficiente para ouvir, escutar, entender e respeitar qualquer pessoa, independente da sua idade, sexo ou classe social, afinal, todo mundo tem o seu valor.
As vezes a gente desperdiça tantas boas oportunidades se limitando, se fechando.

Estou sempre aberta a ouvir um pouco mais. Para mim eu sempre posso aprender, eu quero sempre aprender, afinal o que seria a vida sem histórias para compartilhar? Eu vivo, você vive.  Eu compartilho o que  me fez feliz, triste, alegre, realizado ou frustrado, e você faz o mesmo. A vida é isso! Viver e compartilhar.

Se você se fecha para escutar, que vida você vai ter?
As vezes a pessoa que você menos acredita, aquela que é totalmente diferente de você ou que você nunca se deu a oportunidade de conhecer, te ensina grandes lições de vida.
Viu?

Vi essa imagem na internet e fiquei refletindo...

Eu não conheço nada sobre budismo, a não ser que eles adoram o Buda e usam aqueles negócios na cabeça que parece um chapéu - pra você ver que nem o nome eu sei. Mas vendo essa imagem comecei a pensar que talvez eu não saiba pois nunca me dei a oportunidade de conhecer um pouco mais.

E logo eu que me considero uma das pessoas mais abertas que conheci, descubro que talvez eu não seja tanto assim.

Quantas coisas eu deixei de aprender? Quantas pessoas legais eu deixei de conhecer? Quantas histórias eu deixei de escutar? Vai saber, o passado já foi. Hoje me descubro um pouco mais madura, um pouco mais aberta e um pouco mais atenta ao conhecimento e as oportunidades.

Felizzzzzzzzz!

p.s.: Calma gente, eu não virei budista. Só achei legal a frase :)



22 janeiro 2013

Empreendedorismo Rosa

Aline é uma moça cearense que eu ouço falar a muito tempo. Na verdade não sei se nos conhecemos pessoalmente ou não. Ela é prima dos meus tios, mas não do meu pai, pois estes têm mães diferentes.
Há tempos ela morou em Recife e sinceramente não sei muito da sua história, só sei que ela tem um filho da minha idade e que um dia quando passava férias na casa dos meus avós, ele passava as férias na casa dos seus tios, que coincidentemente são meus avós- Leia-se meu avô de sangue e sua esposa que eu chamo de vó.

Nos conhecemos naquele verão e brincamos pra caramba, inclusive fomos ao Beach Park juntos. Passeio obrigatório de quando eu ia pra casa do meu avô, já que ele morava do lado do parque. Meus tios me disseram que ele era filho da Aline, "nossa" prima e muito amiga do meu pai.

Um dia quando vim morar em São Paulo meu pai me ligou e disse: "Filha, encontre a Aline, ela é minha grande amiga, prima de consideração". Eu, menina obediente, (sei!) adicionei Aline no meu facebook, peguei telefones e logo tratei de marcar um encontro. Afinal, ela é quase minha prima, né?

Pra quem não é de São Paulo vou falar algo muito relevante sobre as pessoas que moram aqui. Cidade monstruosa, com o número de habitantes absurdo, com uma rotina castigante e um trânsito caótico -Ah essa parte do trânsito você já deve ter ouvido falar! As pessoas aqui não andam, elas correm. Ainda que você coloque na sua cabeça que vai andar calmamente pelas ruas pensando na morte do bezerro, sem perceber em alguns minutos de caminhada você estará correndo, desesperado, pra chegar em qualquer lugar. Nem que você não saiba pra onde você vai, você corre. É louco, eu sei, mas é verdade. Faça o teste!

Então, falei sobre isso porque aqui o que você mais ouve de amigos e conhecidos é "a lenda" de: "Vamos marcar um dia". Aqui todo mundo fala que vai se encontrar, que tem que marcar um dia, um horário, um lugar, e um momento para se ver, se conhecer, conversar, se reencontrar, blá blá blá.

Depois de muita dificuldade de encontrar um dia, uma hora, um lugar que seja conveniente, acessível, legal e planejado você ainda tem que contar com a sorte de não chover. É, porque se chover fo#e tudo de vez. O trânsito fica insuportável, a cidade alaga, ninguém chega na hora e você se estressa no momento que a primeira gota de chuva cai sobre o seu cabelo chapado.

Tá, então Milena, você está me dizendo que em São Paulo é difícil marcar encontros? É! Eu não sei se isso é culpa só de São Paulo, do mundo ou das pessoas de cidades absurdamente grandes. Mas em São Paulo tudo colabora contra os encontros organizados, viu? Anote aí.

Porém eu sou teimosa e eu insisto em marcar encontros com todo mundo. Ainda bem que a Aline também é assim. Marcamos um churrasco quase em família para nos (re)vermos (ainda falta definir a data direitinho mas tenho fé que vai acontecer!).

Com a tecnologia de hoje em dia a gente acaba sabendo um pouco mais da vida um dos outros através do blog, das redes sociais, dos lugares frequentados, das opiniões expostas, de fotos e etc. E foi a partir dessa breve aproximação virtual que a Aline descobriu que eu amo escrever.

Um dia ela me convidou através de um email para escrever para o Empreendedorismo Rosa, um blog que fala de mulheres empreendedoras. Fiquei me sentindo A empreendedora por alguns minutos de intensa emoção. Após os minutos sisentindo a última coca-cola do deserto, caiu minha ficha e pensei: Espera, não tenho negócio, não tive uma ideia milionária, não criei o Facebook e muito menos um negócio alternativo de bolinhas de gude ecologicamente sustentáveis.  Como que eu vou falar sobre empreendedorismo?

Por incrível que pareça o convite veio junto com uma oportunidade de negócio excelente, que em dias afloraria todo o espírito empreendedor desta mentezinha de 24 anos que Deus me deu. De repente eu soube o que escrever. Estou trabalhando em um projeto que me leva a patamares que eu sempre quis estar. E isso só foi possível porque o que a Aline viu em mim, muito antes de eu mesma ver, sempre existiu. Eu só precisava de uma oportunidade.

O texto que eu escrevi pro Empreendedorismo Rosa mostra um pouco do momento que estou vivendo.
Espero que você, que está aí sentado me lendo, em qualquer lugar do mundo, acredite em você ao ponto de despertar o empreendedor que sempre esteve aí. Tome as rédeas da sua vida profissional e faça o que você ama. Não trabalhe por dinheiro, porque mais importante que dinheiro é toda a sua vida e tempo que você vai dedicar para conquistar o seu sucesso profissional. Quanto da sua vida você está disposto a dedicar para conquistar o seu sonho? Quanto você está disposto a abrir mão?

Coloque prioridades e conquiste seus sonhos.

Segue meu texto, espero que gostem:

A maternidade como força de inspiração


Aline, querida, obrigada pelo convite, obrigada por ser essa pessoa tão agradável e fofa.
Em breve teremos o nosso encontro e assim poderemos nos permitir um abraço além do virtual.
Um beijo

Milena Lanne Formagio




17 janeiro 2013

4 meses atrás


Vendo uns videos no youtube revi esse do Luigi com 11 meses descendo da cama sozinho. Cama=colchãao no chão.
Não percebi na época mas ele já estava em processo de independência natural, nada forçado e no tempo dele. Dei liberdade pra ele aprender por ele mesmo. O tempo voa. Não que ele isso tenha acontecido a muito tempo atrás, fazem apenas 4 meses. Mas tanta coisa muda em 1 mês na vida de um bebê que 4 meses parece uma vida! hahaha
Saudade de tudo isso mas ao mesmo tempo felicidade. Que bom é ver meu filho crescendo saudável e aprendendo seus primeiros passos para se tornar um grande homem.