22 janeiro 2013

Empreendedorismo Rosa

Aline é uma moça cearense que eu ouço falar a muito tempo. Na verdade não sei se nos conhecemos pessoalmente ou não. Ela é prima dos meus tios, mas não do meu pai, pois estes têm mães diferentes.
Há tempos ela morou em Recife e sinceramente não sei muito da sua história, só sei que ela tem um filho da minha idade e que um dia quando passava férias na casa dos meus avós, ele passava as férias na casa dos seus tios, que coincidentemente são meus avós- Leia-se meu avô de sangue e sua esposa que eu chamo de vó.

Nos conhecemos naquele verão e brincamos pra caramba, inclusive fomos ao Beach Park juntos. Passeio obrigatório de quando eu ia pra casa do meu avô, já que ele morava do lado do parque. Meus tios me disseram que ele era filho da Aline, "nossa" prima e muito amiga do meu pai.

Um dia quando vim morar em São Paulo meu pai me ligou e disse: "Filha, encontre a Aline, ela é minha grande amiga, prima de consideração". Eu, menina obediente, (sei!) adicionei Aline no meu facebook, peguei telefones e logo tratei de marcar um encontro. Afinal, ela é quase minha prima, né?

Pra quem não é de São Paulo vou falar algo muito relevante sobre as pessoas que moram aqui. Cidade monstruosa, com o número de habitantes absurdo, com uma rotina castigante e um trânsito caótico -Ah essa parte do trânsito você já deve ter ouvido falar! As pessoas aqui não andam, elas correm. Ainda que você coloque na sua cabeça que vai andar calmamente pelas ruas pensando na morte do bezerro, sem perceber em alguns minutos de caminhada você estará correndo, desesperado, pra chegar em qualquer lugar. Nem que você não saiba pra onde você vai, você corre. É louco, eu sei, mas é verdade. Faça o teste!

Então, falei sobre isso porque aqui o que você mais ouve de amigos e conhecidos é "a lenda" de: "Vamos marcar um dia". Aqui todo mundo fala que vai se encontrar, que tem que marcar um dia, um horário, um lugar, e um momento para se ver, se conhecer, conversar, se reencontrar, blá blá blá.

Depois de muita dificuldade de encontrar um dia, uma hora, um lugar que seja conveniente, acessível, legal e planejado você ainda tem que contar com a sorte de não chover. É, porque se chover fo#e tudo de vez. O trânsito fica insuportável, a cidade alaga, ninguém chega na hora e você se estressa no momento que a primeira gota de chuva cai sobre o seu cabelo chapado.

Tá, então Milena, você está me dizendo que em São Paulo é difícil marcar encontros? É! Eu não sei se isso é culpa só de São Paulo, do mundo ou das pessoas de cidades absurdamente grandes. Mas em São Paulo tudo colabora contra os encontros organizados, viu? Anote aí.

Porém eu sou teimosa e eu insisto em marcar encontros com todo mundo. Ainda bem que a Aline também é assim. Marcamos um churrasco quase em família para nos (re)vermos (ainda falta definir a data direitinho mas tenho fé que vai acontecer!).

Com a tecnologia de hoje em dia a gente acaba sabendo um pouco mais da vida um dos outros através do blog, das redes sociais, dos lugares frequentados, das opiniões expostas, de fotos e etc. E foi a partir dessa breve aproximação virtual que a Aline descobriu que eu amo escrever.

Um dia ela me convidou através de um email para escrever para o Empreendedorismo Rosa, um blog que fala de mulheres empreendedoras. Fiquei me sentindo A empreendedora por alguns minutos de intensa emoção. Após os minutos sisentindo a última coca-cola do deserto, caiu minha ficha e pensei: Espera, não tenho negócio, não tive uma ideia milionária, não criei o Facebook e muito menos um negócio alternativo de bolinhas de gude ecologicamente sustentáveis.  Como que eu vou falar sobre empreendedorismo?

Por incrível que pareça o convite veio junto com uma oportunidade de negócio excelente, que em dias afloraria todo o espírito empreendedor desta mentezinha de 24 anos que Deus me deu. De repente eu soube o que escrever. Estou trabalhando em um projeto que me leva a patamares que eu sempre quis estar. E isso só foi possível porque o que a Aline viu em mim, muito antes de eu mesma ver, sempre existiu. Eu só precisava de uma oportunidade.

O texto que eu escrevi pro Empreendedorismo Rosa mostra um pouco do momento que estou vivendo.
Espero que você, que está aí sentado me lendo, em qualquer lugar do mundo, acredite em você ao ponto de despertar o empreendedor que sempre esteve aí. Tome as rédeas da sua vida profissional e faça o que você ama. Não trabalhe por dinheiro, porque mais importante que dinheiro é toda a sua vida e tempo que você vai dedicar para conquistar o seu sucesso profissional. Quanto da sua vida você está disposto a dedicar para conquistar o seu sonho? Quanto você está disposto a abrir mão?

Coloque prioridades e conquiste seus sonhos.

Segue meu texto, espero que gostem:

A maternidade como força de inspiração


Aline, querida, obrigada pelo convite, obrigada por ser essa pessoa tão agradável e fofa.
Em breve teremos o nosso encontro e assim poderemos nos permitir um abraço além do virtual.
Um beijo

Milena Lanne Formagio




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