27 novembro 2013

Faz tempo

Faz tempo e nem sei porque deixei tanto tempo passar.
Escrever sempre foi meu refúgio. Minha liberdade. Meu segredo. Meu sossego.
Hoje é 27 de novembro de 2013. Como estou? Onde estou? Quem eu sou?
Praticamente não escrevi este ano. Aliás, escrever, escrevi. Mas as Redes Sociais me roubaram as palavras, o tempo e inspiração. Ultimamente tenho usado bastante, até demais, o Facebook e o Instagram. Por lá deixo detalhes do meu dia-a-dia, deixo sentimentos, fotos do que está acontecendo, e todos os registros que deveriam estar aqui no Blog.

O Blog é meu, é pra mim, é pros meus filhos. As Redes Sociais passam, são modinha, registramos e esquecemos em alguns dias. O mundo está cada vez mais confuso e superficial. Passageiro e banal. A nossa memória está cada vez mais vaga. Como o mundo agora é muito momentâneo e rápido, as nossas memórias são curtas, vivemos algo, vivenciamos intensamente e esquecemos em pouco tempo. Isso é ruim, pelo menos pra mim.

Hoje quero contar um pouco do que estou vivendo, de como está esse momento. Afinal, é tão legal ler os posts antigos e perceber a maneira na qual eu pensava. Eu leio e revivo os sentimentos. Revivo as situações. Relembro da maneira mais intensa que consigo. Leio palavras e me vejo no dia que estava escrevendo. Penso, analiso e percebo o que mudou, o que continua, o que eu posso resgatar ou descartar de vez. E é assim, a vida é tão assim. E tem coisa mais linda na nossa vida que a nossa própria história?

É meio dia em São Paulo-SP, estou em horário de almoço, trabalhando em uma Multinacional, fazendo a mesma coisa todos os dias, sem ver o dia. Vendendo meu tempo em troca do salário para sobreviver. Estou rodeada de pessoas legais, e algumas delas são realmente pessoas boas de alma e coração, dá pra sentir. Passo o dia aqui e quando saio no final do dia vou trabalhar no plano B. Nesse eu faço meus horários e renda. Geralmente encontro meus parceiros de negócio e vamos felizes da vida conversar, isso é o que eu mais faço no plano B. Falo. Ensino. Aprendo. Vivencio. Lido com pessoas. Escuto. Desenvolvo-me e ajudo pessoas a se desenvolverem. Eu adoro. Adoro chegar e conhecer todo mundo. Adoro trocar informações, experiências, conhecimento. Adoro conviver com pessoas abertas a conversar sobre qualquer assunto. Realmente sou feliz ali, aqui, ou em qualquer lugar que eu possa fazer isso.

Como eu me sinto hoje – Hoje, faltando algumas semanas pra completar 25 anos sinto que ainda tenho tanta coisa pra aprender e pra viver. Sinto que ainda vou mudar tanto e ajudar tantas pessoas. Sinto que tenho tanta coisa por fazer.

O último ano foi de incrível autoconhecimento para mim. Foi de muitas autocríticas, foi de incessante busca de evolução. Foi de desafios, lutas, descobertas.
Aprendi o dom da gratidão, e olha só, sempre soube o que era gratidão, que tinha que agradecer a Deus por tudo no final do dia, que tinha que honrar minhas conquistas e agradecer, agradecer, agradecer por tudo, até pelas provações e dificuldades. Aprendi isso na época de igreja, aos 13 anos. TEORIA, amore.
Gratidão é algo que deve ser aprendida todos os dias na prática. Li algumas coisas, mudei alguns hábitos, ampliei os horizontes, mas ainda acho pouco. Foi só o começo. Não dei 100% de mim. Eu sei. Poderia ter feito mais. Quando você muda você, você ajuda muitas pessoas. Não apenas com a convivência, não apenas com conhecimento e informações relevantes. Você nem sempre ajuda diretamente alguém, às vezes acontece sem você nem perceber. Quando você muda, você inspira pessoas a tentarem algo novo. Você as faz acreditar que elas também conseguem.
Somos escravos de hábitos. E porque eles tem que ser ruins? Poxa. Saber que o querer é poder dói. Dói justamente porque sofremos por antecipação. Porque a mudança de hábitos é tão difícil? Ser ruim é mais fácil e isso não é de Deus. Não pode ser. As coisas de qualquer jeito trazem consequências quaisquer. E qualquer coisa é o que a maioria das pessoas vivem. – “Ahhh, o que vier é lucro!”
Que nada! Porra nenhuma! O que vier tem que ser o que você quis que viesse e ponto final.

Esse ano aprendi o poder do querer. O poder de correr atrás do sonho. O poder da autossugestão, o poder do livre arbítrio. Sempre odiei a palavra destino. Sempre duvidei, sempre pensei: Não se pode vir a terra predestinado a viver de uma maneira X. Sempre acreditei que somos frutos das nossas escolhas. Somos o que decidimos ser. Mas pra decidir, há que pensar. Eu penso escrevendo. E eu nem ligo se ninguém entender, porque eu me entendo.

Esse ano reaprendi a falar. Passei um bom tempo calada. Não que eu não falasse, o dom da comunicação sempre me pertenceu, graças a Deus. Passei um tempo sem querer falar, com preguiça. Foi uma fase meio fútil, confesso. A maternidade me trouxe uma fase diferente. Eu continuo sendo egoísta. Aliás, me descobri egoísta. Nunca imaginei que era assim. Essa descoberta foi outro dia. Sempre fui decidida, às vezes substituo ser decidida por ser teimosa. Quando coloco uma coisa na cabeça, dificilmente mudo de ideia, podem argumentar o quanto quiserem, eu ouço, não escuto. Marido que o sabe!

Creio que o primeiro passo pra mudança é a consciência de que algo precisa ser mudado. Melhorei, eu sei. Mas ainda falta um tantão bem grandão.

Esse ano descobri que não se pode julgar. E isso foi na teoria, pois na prática é bem desafiador. Julgamos a todo instante, e eu preciso melhorar nesse quesito, afinal, quer ser eu para me sentir no poder de julgar um melhor ou pior que outros?
Aprendi muitas coisas que quero levar pra sempre dentro de mim, como por exemplo: - Quem não divide não multiplica. Você nunca será completamente feliz sem pessoas. Quando se ensina, se aprende. E o aprendizado vem de cada pessoa que você um dia vier a cruzar na sua vida. Todo mundo tem algo pra ensinar a você. Quando você serve, quando você ensina, quando você compartilha algo bom com alguém, você pode ajudar essa pessoa a mudar completamente a vida dela. Você pode inspirar alguém a se tornar melhor.

Esse ano conheci pessoas inspiradoras e histórias incríveis. Li mais de 10 livros e muitos textos sobre assuntos nos quais não tinha costume de ler. Aliás, o hábito de ler livros no qual perdi  na adolescência, estou conquistando de volta. Hoje em dia a prioridade é leitura vazia de poucas palavras sobre o que as pessoas estão vivendo por aí. É a verdade, não minto. Ler livros é 5ª opção na lista de prioridades de lazer, o que é um absurdo, eu sei! Facebook e Instagram tem mais poder sobre a minha vida que eu desejo no momento. Ter voltado ao mundo dos livros depois de tanto tempo e ter nos feito (eu e Alan) comprar livros, me deixou otimista com a evolução dos hábitos. Chegaremos lá, tenho fé.

Por um mundo com mais livros e menos Facebook e Instagram. Amém!


Como está o Luigi – Tenho um filho de 2 anos e 1 mês que fala muito. Repete, surge com palavras novas e começa a se arriscar no mundo das frases. Tem um vocabulário incrível que me faz pensar onde ele aprendeu tantas palavras? É um menino feliz, sorridente, que contagia a todo com sua presença. Manda beijo, abraça, conversa e brinca com todo mundo, unless que ele esteja com sono ou tenha acabado de acordar. É muito querido e amoroso. Tem uma energia constantemente ativa, ou seja é vivaz e não para quieto um segundo. Sabe pular, completa as canções, fala “te amo” pra gente quando menos esperamos. Adora rua e passeios. Ama seu avô, o seu companheiro de aventuras. Ama carros e sabe o nome de todo mundo. Está uma fase super gostosa. Segue sendo amamentado, dorme no seu quarto ou no meu. Come de tudo menos porcarias muuuuito porcarias (refrigerante, bala, algodão doce, e produtos que tem mais açúcar, conservantes e produtos químicos que alguém na face da terra mereça!). Ele é um menino abençoado e querido, sem dúvidas. Sou extremamente feliz e grata pela vida dele. Ele é o filho que eu sempre quis ter, o menino dos meus sonhos. Mamãe te ama MUITO meu amor.


Faz 1 hora que eu estou escrevendo, peguei meu horário de almoço. Depois registro sobre casamento, como o Alan está, perspectivas, novos sonhos, etc...

Bom ter registrado.
Que saudade.
Fazia tempo.


Milena Lanne Formagio


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