23 setembro 2014

O nascer da vida

Desde que o mundo é mundo, o parto é parto. Desde que o mundo é mundo mulheres têm gerado, acomodado e parido os seus bebês. Com o avanço da tecnologia e de uma década pra cá isso foi se tornando algo anormal. Hoje parir é algo anormal. Normal é um intervento cirurgico, com direito a uma sala gelada, bebê nascendo antes de estar totalmente pronto, sendo direto levado para a incubadora, tendo o cordão umbilical cortado imediatamente após o nascimento e claro,  data e hora marcada para o evento social acontecer, porque afinal, é muito mais conveniente saber quando e que horas o bebê vai nascer.

Falar sobre isso é algo extremamente polêmico, como a querida Bruna disse no seu Blog: Nossa História, em um post recente. E o meu intuito hoje não é gerar polêmica e sim informar você mulher sobre esse assunto tão especial para as que desejam ser mães.

Primeiramente, dividirei o assunto em fases, pois é um assunto tema muito grande e não dá pra falar em um post só. Entao, vamos lá:

Embora a cesariana seja indicada e necessarias em alguns casos, o método natural continua sendo a melhor forma de dar à luz. Mesmo assim, o País registra muito mais cesarianas do que os 15% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A taxa nacional é de 39% e em todos os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste esse índice é superior a 40% - segundo dados de 2002 do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc).

Parto Normal X Cesárea

Os benefícios do parto normal são inúmeros, tanto para a mãe como para seu bebê. Vão desde uma melhor recuperação da mulher e redução dos riscos de infecção hospitalar até uma incidência menor de desconforto respiratório do bebê. A técnica do Programa Nacional de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde Daphne Rattner lembra que a cesariana também pode interferir no vínculo estabelecido entre a mãe e o filho durante o parto. “Se, logo após o parto, o neném é acolhido e abraçado pela mãe, nesse momento se estabelece o vínculo maternal”, observa Daphne. “Após a cirurgia, pegar o neném no colo é dolorido e, como o bebê geralmente é levado para observação, a instalação do vínculo pode demorar mais”, completa.

Na cesariana, também é mais freqüente a ocorrência de infecção e hemorragias, além da possibilidade de laceração acidental de algum órgão, como bexiga, uretra e artérias, ou até mesmo do bebê, durante o corte do útero. A gestante pode, ainda, ter problemas de cicatrização capazes de afetar a próxima gravidez. A freqüência dessa cirurgia também limita a possibilidade de opção pelo número de filhos. “Nenhum médico deixaria uma mãe chegar a realizar seis cesarianas; geralmente as mães são esterilizadas após a terceira cirurgia”, assinala Daphne.

A incidência de morte materna associada à cesariana é 3,5 vezes maior do que no método natural. “Os riscos são inerentes à própria cirurgia, a começar pela anestesia, em que a possibilidade de uma reação é imprevisível”, afirma a técnica da Saúde da Mulher.