Minha história de amor

Fazia 7 meses que eu estava vivendo em Gold Coast, nordeste da Austrália, onde morava com 5 amigas em um apê de frente pra praia no auge dos meus maravilhosos 21 anos. Aproveitava a vida com tudo que eu tinha direito e um pouco mais. Ficava com o Alan fazia uns 5 meses, mas a gente não assumia nada sério. Eu tinha saído de um relacionamento muito machucada antes do intercâmbio, e tudo o que eu menos queria naquele momento era passar por uma desilusão de novo.

Vista da minha varanda na Austrália

Mesmo acreditando firmemente na minha capacidade de controlar meus sentimentos, não tive muito êxito em relação ao Alan (ainda bem!). Posso dizer que a minha história com ele começa oficialmente em setembro de 2010, não no dia que ele me pediu em namoro, mas no dia que eu me senti preparada para entrar novamente em um relacionamento sem medos de não dar certo, de me machucar ou bla bla bla... 


Lembro como se fosse hoje, estudávamos na mesma sala, quando ele chegou apenas para a segunda aula.  Levávamos o computador para a escola para fazer uns trabalhos enormes e chatíssimos. Geralmente o professor dava duas semanas para entregar o trabalho de 400 mil páginas, como era meio hard ele acabava liberando-nos o uso da internet na sala de aula. Eu quase sempre ficava usando a internet pra outros fins na primeira semana, e na segunda semana (a semana que teríamos que entregar o trabalho) ficava desesperada tentando acabá-lo.


Num desses dias que eu estava  fazendo nada super concentrada no trabalho, esperando o Alan chegar na sala de aula e fiquei pensando, sentindo algo que eu queria muito falar pra ele, pra mim, pro mundo. Mas quem me conhece sabe que eu me expresso melhor escrevendo que falando. Daí eu comecei a escrever...

***
“Quero através destas seguintes palavras expressar e passar tudo que está aqui dentro. Talvez nem eu saiba direito tudo que eu estou sentindo, mas geralmente quando começo a escrever me encontro. Cansei de ter no pensamento o "oi", "ei", iz", "ive" ou o "mas", "porque", "se". Cansei de pensar que estava aqui em mim. Foi apenas o tudo de novo babe. Óbvio que seria, assim é o que sou e o que faço. Uma nova oportunidade está acontecendo, e três palavras estão sendo pronunciadas: NOVO DE NOVO. Novas oportunidades de construir um alicerce, um duplo caminhar. Na lembrança levo o ontem, o medo, o erro. No hoje eu sou, estou, danço, brinco, vivo. Amanhã serei, acreditarei, viverei tudo de novo até chegar lá, lá aonde quero ir, lá aonde quero estar, e os meus sonhos realizar. O amanhã pode ser hoje, eu sei. É tempo! Tempo de ser de novo, amar como criança, entregar os sonhos pra viver amando. Tempo de abrir a boca e o coração pra expressar os sentidos. Tempo de viver voando, viver um mundo só meu, só nosso. 8 meses depois, chegou! Chegou o tempo de guardar o luto, a porra do medo. Porque ter medo de viver? Ah, o novo é lindo, puro e ousado. O meu andar foi direto, o meu pensar não tem que chorar. Seca a cara, abre os horizontes e começa.”
RECOMEÇO
O NOVO DE NOVO
VIVO
PRESENTE IMPERFEITO MODE ON.
YEAH... YEAH... YEAH... Babe ;}

***

Acho que ele nunca leu esse texto, não que eu lembre. A gente muitas vezes se priva de viver por medo. Até que chega um momento que é melhor jogar tudo pro ar, jogar a razão, as experiências ruins, e principalmente o medo, para então, se jogar no mundo do novo, de novo. Isso que eu fiz. Não lembro a data exatamente que eu escrevi isso, mas foi em um dia de setembro. Logo depois começou uma história que marcaria minha vida para todo o meu sempre.

Começamos um namoro gostoso, normal, como qualquer um, com MUITO amor e companheirismo. Quando nos descobrimos grávidos, não tínhamos noção do que iria acontecer, mas uma coisa tínhamos certeza, o bebê viria para unir-nos ainda mais e dar novos rumos às nossas vidas. Seria um empurrão bem forte do destino para aprendermos de vez a ser mais responsáveis, e unirmos nossas vidas para sempre.


Com muito medo, enfrentamos os problemas juntos, suportamos meses de distância, ligados por um amor e uma vida que estava chegando. Os meses passaram e da noticia que o nosso filho seria um menino para a vinda à Itália, e logo o nascimento do Luigi, foi um pulo. 

Luigi chegou junto com a certeza do amor eterno. Não somos casados, mas somos eternos apaixonados que acreditam na felicidade, companheirismo e crescimento mútuo. Bobões assumidos em busca de sonhos que nasceram juntos com o nosso amor. Vamo que vamo vivendo e criando um filho com muita dedicação, amor e claro trapalhadas naturais de qualquer pais de primeira viagem desse mundo.



Milena Lanne


Ainda namorando, sem Luiginho

Em Fortaleza, quando descobrimos o sexo do bebê.
Na Itália, quando Luigi tinha 5 meses

Update status: Casamos no dia 01 de junho de 2012, se você quer saber como foi, veja esse post:




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